Peso nos ombros


Sinto os ombros carregados mas não muito, sempre me deram liberdade para tomar as minhas escolhas e dele sempre ouvi um “não queimes as pestanas”. Ser pai - acho eu – é isso, depositar esperanças, esperar o melhor e passar cada minuto preocupado.
Tenho um caminho pela frente e tantas ramificações que nem sei, a preguiça dentro de mim faz-me querer ir pelo mais fácil mas que não me traz grandes realizações pessoais, os outros, assim que os calcar, vão-me mudar a vida e precisam de tempo, dedicação e esforço. E eles, os meus pais, esperam tanto e merecem tanto que o caminho óbvio é aquele que vai dar “trabalho”. Parece que a preguiça tem fim à vista.
Sinto os ombros pesados mas, na realidade, sou eu quem ainda se apoia nos ombros deles. Todos os dias. Por isso que parecem ficar mais pequeninos com o passar do tempo, é que eu peso-lhes mais à medida que o tempo passa.


1 comentário:

Joana Sousa disse...

Tão bom. São as asas que nos levantam quando o peso nos ombros é enorme! Força!

Jiji

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